Especialista faz alerta sobre vacina da febre amarela

O médico reumatologista do Hospital Mãe de Deus, Dr. Claiton Brenol, alerta que a vacina contra a febre amarela tem algumas contraindicações, principalmente para pessoas com imunossupressão. O especialista reforça, porém, que esses casos são exceção e que a vacinação é importante como medida de prevenção à febre amarela. Pacientes com doenças reumáticas e que usam medicamentos imunossupressores ou imunomoduladores devem ter cuidados especiais como suspender a medicação por um período de 4 semanas antes da vacinação. É o caso, por exemplo, de pacientes em uso de medicamentos sintéticos ou biológicos. Após quatro semanas da vacinação, as medicações podem ser retomadas.

Diante do surto de febre amarela que atinge o Sudeste do País e as recomendações da Secretaria Estadual da Saúde para vacinação em 38 municípios gaúchos, incluindo alguns do Litoral – como Tramandaí e Osório -, ele lembra que o próprio Ministério da Saúde informa que em situações nas quais haja a necessidade da vacina, mesmo perante uma situação epidemiológica de alto risco, a orientação é suspender o tratamento com imunossupressores antes de administrar a vacina. A vacina contra a febre amarela é composta de vírus vivo atenuado, por isso as recomendações sobre a sua aplicação. De acordo com o Mistério da Saúde, a vacina é contraindicada para os seguintes grupos:

Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;

 Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;

 Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);

 Pacientes em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximabe, Secukinumabe);

 Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia;

 Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;

 Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo; pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma);

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