Vicente Bogo

Ideologia de Gênero

Desde os anos setenta (séc. XX), com banimento do estudo dos clássicos da filosofia, da psicologia e das ciências humanas e sociais dos currículos escolares, a carga informativa e de estudo vem sendo aplicada, especialmente, à formação técnica, à competividade no mundo do trabalho e da produção.

Naturalmente que o eixo motor é o mercado consumidor traduzido como símbolo de bem-estar e felicidade. Ocorre que, a par do desenvolvimento tecnológico, tem crescido proporcionalmente a angústia, a aflição e a depressão humana. Isto é, a neurose e a esquizofrenia. Uma crescente perda de identidade do humano. E, aí, corre-se em todas as direções em busca de soluções sem encontrar saída. Subverte-se a ordem das coisas, da natureza como forma ou tentativa de encontrar alguma resposta, vez que as causas reais da problemática corrente não são identificadas.         Projeta-se, para o externo, vasculha-se as estruturas do Estado, tradição religiosa, os costumes, para, ao final, chegar a duvidar, repropor a natureza das coisas. Não a natureza convencionada, mas aquela disposta na ordem da criação.

O resultado? Bem, mais problemas, mais conflitos e, naturalmente, degradação do sentido do humano. Na esteira do combate à discriminação, à intolerância e à violência social, agora chegamos ao ponto de colocar em cheque a natureza do gênero. Ou seja, a afirmação de que ser do gênero masculino ou feminino deve ser uma opção. Que não é mais determinação natural da geração da vida.

O tema se põe complexo.  É real e deve ser respeitado o fato de que, em alguns casos, desenvolve-se um conflito de percepção da própria sexualidade. E, também é fato de que desde a concepção o futuro humano (homem ou mulher) está sujeito à carga psicoativa dos adultos próximos, particularmente a mãe. Também é fato que, na maioria das espécies sexuadas ocorrem deformações da estrutura genital, como o hermafroditismo, por exemplo. E, também é verdade e se sabe que este último fato, bem como a brutal queda no potencial de fertilidade, nas últimas décadas (era da química), tem relação com tantos princípios químicos utilizado em defensivos agrícolas, medicamentos, alimentos, cosméticos, etc.

Estranho é não se aprofundar a pesquisa e a identificação das causas psíquicas, as quais são antecipatórias de toda fenomenologia e agravadas pelos erros de consciência praticados contra si mesmos e os outros, constantemente. Também, por exemplo, verificar o quanto de elementos danosos remanescem na água que bebemos ou utilizamos para produzir alimentos, cozinhar, etc.

No século passado, quando Freud, Pavlow, Skinner e outros avançaram nas observações e estudos sobre o comportamento e a psique humana concluíram que a maior parte dos erros advém do condicionamento resultante da educação. Do modo como são impressos os elementos de identidade no inconsciente das crianças, as quais, depois, adotam aquele modelo como sendo seu (embora tenha sido imposto) e lutam, em conflito interior, toda a vida.

Skinner afirmou categoricamente: “dê-me uma criança e eu farei dela o que bem quiser’. Claro, alertando para a facilidade de se subverter o íntimo do humano.

A ideologia de gênero representa exatamente este assassínio que alguns desejam fazer com as novas gerações, supondo que assim se tornem livres, que assim vai nascer uma nova sociedade, supostamente melhor. Ledo engano. Será o novo pecado capital, talvez original que responderá em agressividade, suicídio e outras mazelas a serem suportadas pelos poucos que estiverem alheios ao pretendido.

Portanto, se do gênero masculino, assim deve ser respeitada sua natureza. Se feminino, por igual.

Quanto aos hábitos e condutos sociais, bem, aí, podemos repropor. Afinal, o homem já está indo para a cozinha e a mulher para rua. Gerar e parir,  ainda é função da mulher.

Ah, que o diga o ex-senador BISOL quando propôs na Constituinte Nacional de 1988 que ‘O homem e a mulher são iguais perante a lei, exceto na procriação e amamentação’.

A vida requer uma grande responsabilidade!

 

(*) VICENTE BOGO – Ex Vice-Governador RS

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Um comentário em “Ideologia de Gênero

  • 23 de outubro de 2017 em 10:05
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    Excelente artigo, Bogo.

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