Jovem escritor da Cidade Baixa lançou livro na Feira de Porto Alegre

O escritor Everton Gullar, 29 anos, do bairro Cidade Baixa, lançou seu primeiro livro durante a  Feira do Livro de Porto Alegre que acontece no Centro Histórico da capital. Segundo Everton ele  começou a escrever artisticamente logo após ser alfabetizado. “Meu primeiro poema foi aos 7 anos, intitulado “Elefante”. Não me lembro porque comecei a escrever, mas sei porque escrevo hoje. Escrevo porque preciso, como ir ao banheiro, comer, dormir”,  comemora. Fã de Dostoiévski, Bukowski, Neil Gaiman, Stieg Larsson, o jovem escritor procura buscar seu próprio estilo  e  encontrar um forma única de escrita dentro dos meandros do ofício. “O gênero dos meus livros é o thriler com passagens por  áreas como a criminal, política e psicológica. A faixa etária do meu público é da pré-adolescência até onde a lucidez deixar”, garante ele.  O primeiro livro como profissional é “O Julgamento do Dr. Santiago” e o  lançamento oficial  teve  sessão de autógrafos, no sábado (04).

Resumo do Livro

Santiago é o jovem criador de um julgamento macabro: colocar pessoas que tiveram parentes que sofreram alguma espécie de violência de frente com seus algozes. A pessoa da vez a usar seu jogo é Ósmio, que teve sua filha assassinada de madrugada, raptada de seu carro num sinal. Ósmio fez de tudo para achar o assassino de sua filha e colocá-lo na cadeia, mas não houve rastros para chegar a ele. Alguns anos depois, Santiago coloca, como mágica, em sua frente o assassino chamado César, dando a opção para Ósmio matá-lo e vingar sua filha. Então dá início a um jogo psicológico entre o que é certo e errado, o que é justiça ou impunidade, o que é sentença.

Curiosidades

“Falando um pouco das curiosidades sobre este livro, a primeira versão demorei um mês para escrever, mas para deixá-lo pronto o trabalho é muito maior. Com as correções, envolvendo a diagramação e outras situações  demorei 10 meses”. De acordo com o escritor ele já possui outros títulos que está escrevendo há mais de dois anos. “Pode parecer estranho, mas primeiro busco sempre um bom título para a história, depois vou criando os personagens, colocando as características físicas e psicológicas, então decido a cidade, as profissões; com isso tenho a estrutura. Começo a escrever, assim, de susto. Escrevo uma página e procuro não pensar muito nas próximas, por isso meus livros são tão surpreendentes, o leitor não sabe o que vai acontecer, como eu não sabia quando escrevi”,  lembra.

Projetos

“Tenho vários projetos em andamento. Para o próximo ano tenho o lançamento de um  policial intitulado “Assassinos de Anúbis”, estou concluindo uma trilogia intitulada provisoriamente como “Marketing” e concluindo também outro livro chamado “A Ordem Anárquica do Relojoeiro”. Parafraseando Bukowski, ser escritor é ficar sozinho com os Deuses, é chegar num lugar que poucos chegam, é ter mil vidas”, observa. Para Everton é solitário o trabalho de escrever. “Demora a dar retorno financeiro, se recebe mais “nãos” do que “sims” e mesmo assim, quando alguém lê o livro e diz que amou, ficou surpreso e quer conversar sobre esse ou aquele personagem, é a melhor coisa do mundo”. Para ele a leitura coloca as pessoas num nível mais alto e transforma em sábios. Mostra sensações reais, nas quais são tão lindas como abraçar a mãe ou abraçar quem se ama. Ler é passe livre para outros mundos, dimensão, passado, presente e futuro”, finaliza.

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