Rua “mais bonita do mundo” pede socorro

 

  

Moradores da rua Gonçalo de Carvalho, no bairro Independência,  estão assustados com assaltos e roubos frequentes nas proximidades do shopping Total e Hospital Moinhos de Vento

A rua Gonçalo de Carvalho, conhecida como a “mais bonita do mundo”, pode ser considerada uma das mais charmosas e despertar a atenção pelo túnel verde formado em toda sua extensão,  mas circular por ela talvez não seja tão agradável assim. Esta pelo menos é a sensação de moradores e pessoas que transitam no entorno do shopping Total até o final de sua extensão que culmina na Ramiro Barcelos, mais especificamente na entrada do hospital Moinhos de Vento. Uma série de assaltos e roubos ocorridos em diversos horários do dia  estão preocupando quem mora ou trabalha na região. Para alertar sobre os riscos de ser mais um alvo dos criminosos um grupo de moradores resolveu colocar cartazes em postes ao longo da via. ‘A impunidade parece ser uma das causas que estimulam a ação destes marginais que se beneficiam da grande circulação de pessoas, tanto consumidores do shopping, como turistas e trabalhadores do comércio no local e agem diariamente, a partir de relatos frequentes de vítimas”, informa o morador da Gonçalo, César Rolim. Foram colocados 20 cartazes e muitos já foram arrancados, sendo repostos mais   10, segundo o próprio grupo. Além de explicitar o cuidado para assaltos o cartaz lembra a importância de fazer a ocorrência policial. Com os registros as autoridades podem ter a estatística do que ocorre e estabelecer estratégias para combater o problema.

“Percebe-se que a violência e a frequência desses assaltos têm aumentado nos últimos meses. Os moradores da rua e do seu entorno constatam que os ataques aumentaram a partir da crise econômica que gerou um grande número de desempregados. Muitos destes acabam atuando na rua como “flanelinhas” ou até mesmo moram na rua. A crescente violência e frequência desses crimes coincide exatamente com a precariedade das condições de trabalho dos brigadianos, como por exemplo, o salário parcelado para arriscar a vida e diminuição progressiva do efetivo nas ruas”, enfatiza Hosana Piccardi, que também mora na rua. ‘Todos os dias assaltam e roubam carros. Nossa vizinha foi esfaqueada  a poucos dias entrando no prédio. Ela não conseguiu tirar a  bolsa e teve a mão atingida. O assaltante entrou junto na grade do prédio”, informa. “É em toda a rua desde a Ramiro até a Sto Antonio.  Sabemos de um caso que o assaltante foi o guardador de carro da quadra entre a Ramiro e a Pinheiro Machado,  e inclusive estava armado, e isto têm sido frequente”, observa ela.

PROBLEMA JÁ É ANTIGO

Para a moradora da rua André Puente, Simone Berg Sobierayski, os cartazes são uma forma de chamar a atenção das autoridades para a insegurança na região. “Moro há 20 anos na rua André Puente e já presenciei vários episódios. Foram assaltos, roubos de carro  a vizinhos e alunos do Colégio Bom Conselho, sem falar que meus filhos também já foram vítimas”, explica.  Segundo Simone são  celulares e tênis e outros bens levados de forma simples, como se fosse um ato banal, e muitas vezes com violência. Para a moradora  atitudes como a dos cartazes nos postes são uma forma de chamar a atenção das autoridades. “É um alerta também para todos nós, pois precisamos encontrar soluções para um problema tão urgente que é a segurança no nosso dia a dia”, lembrou.

A presidente da Associação dos Moradores do bairro Independência, Jaqueline Baldissera, lembra que o problema  persiste a muito tempo. “Outros anos tínhamos muitas ocorrências próximo a Igreja da Conceição, em frente a praça. Hoje a Gonçalo  é alvo dos bandidos, também pelo fato de ser uma rua mais fechada com a arborização baixa, e a iluminação mais precária, além da grande circulação de pessoas, que é um atrativo a mais para a delinquência”, observa. Conforme Jaqueline a Brigada Militar tem  participado de reuniões da entidade e intensificado passadas pelo local, mas  não é o suficiente. “Temos carros roubados na André Puente, assalto a comércio na independência e a pedestres na Gonçalo que estão frequentes e tem assustado a região.  A presidente lembra o período em que brigadianos circulavam a pé pela região. “Entendemos que não há efetivo e condições de retomar esta prática mas buscamos uma solução que seja  permanente para o problema”, defendeu ela.

 

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