Beneficência Portuguesa reabre com nova administração

Após crise financeira nova gestão assume dívidas e adequações  proporcionam o reinício das atividades

O  Beneficência Portuguesa foi reaberto no último mês no bairro Independência. A Associação Beneficente São Miguel assumiu a administração do hospital pelos próximos cinco anos.  Localizado na Av. Independência  o hospital reabre com  atendimento de convênios e particulares. A Associação que assumiu a  Beneficência  é a atual gestora do Hospital de Gramado, na Serra, e arrendou o espaço, assumindo os ativos e as dívidas. A cerimônia de reinauguração contou com as presenças do presidente da  Associação Beneficente São Miguel (ABSM), de Gramado, Rafael França, e do diretor-médico Chou Tsing Yi.  As especialidades atendidas serão cirurgia geral, neurologia, oftalmologia, traumatologia e ortopedia, além da UT). O hospital terá 115 funcionários administrativos, 30 profissionais médicos no Pronto Atendimento e 80 que vão atuar no corpo clínico. Ao todo, são 22 leitos disponíveis na unidade de pronto-atendimento e no quarto andar. A expectativa, segundo a nova gestão é  de que  até o fim do ano 100 leitos dos 163 disponíveis no Beneficência Portuguesa sejam utilizados. A segunda etapa de abertura deve ser o terceiro andar, no qual estão sendo revitalizadas sete salas de centro cirúrgico e leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Algumas reformas estão em andamento, com investimento inicial de até R$ 2,5 milhões. Já os funcionários devem ser absorvidos pela atual gestão e será  discutida a questão dos salários atrasados.

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) está em negociação com o Instituto de Previdência do estado (Ipergs) e com a Unimed, para que também seja realizado o atendimento. Está em andamento também a negociação com o município de Porto Alegre, para que a unidade de saúde possa destinar 60% do atendimento para o Sistema Único de Saúde (SUS), e 40% para convênios e particulares. Ainda não há data para que isso possa acontecer, mas a previsão é de que seja ainda neste ano. Para o presidente do Simers, Paulo Argolo Mendes, a assinatura “é um desfecho muito importante para a cidade, que estava prestes a perder mais um hospital com cerca de 200 leitos, e graças a uma união de esforços de várias entidades, da área política e da sociedade civil, foi possível que chegasse a este desfecho”.

O Beneficência Portuguesa é uma instituição filantrópica e já foi referência em atendimentos neurológicos. Mas, desde o ano passado, o hospital busca alternativas para não fechar as portas. Sem dinheiro, os funcionários ficaram meses sem receber os salários e o número de pacientes teve uma queda brusca. A crise financeira na instituição aumentou a partir do fim do contrato com a prefeitura de Porto Alegre, que não estava sendo cumprido, no início de dezembro do ano passado.

VIGILÂNCIA EM SAÚDE LIBERA HOSPITAL

O Hospital Beneficência Portuguesa está liberado para colocar em funcionamento o Pronto Atendimento/Emergência. A notificação de liberação para o funcionamento da agência transfusional do estabelecimento foi emitida um dia antes da inauguração. A medida era essencial para liberar o Pronto Atendimento. “Além do local, o hospital está habilitado a manter o funcionamento da unidade de internação do 4º andar. Pendências que ainda existem junto à Vigilância em Saúde poderão ser atendidas pela administração do Beneficência Portuguesa com o hospital aberto”, afirma o coordenador-geral da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Anderson Lima. Essas pendências não impactam no atendimento aos pacientes. A liberação também considerou os contratos apresentados pela associação mantenedora do estabelecimento. A instituição conta atualmente com serviços terceirizados no laboratório de análises clínicas, radiodiagnóstico, nutrição e dietética e central de material e esterilização.

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