HSL lança campanha de conscientização para doação de órgãos

Meu Legado Salva será apresentado ao público com peça teatral sobre a temática

Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) lançou no dia 6 a campanha para a doação de órgãos Meu Legado Salva. A ideia é conscientizar a população sobre a importância de se avisar a família, ainda em vida, da opção de ser um doador, além de desfazer mitos e informar sobre o tema. O marco inicial da campanha foi celebrado com a peça teatral Começar Outra Vez, com os atores Kely Nascimento e Robson Vallado, em uma sessão no prédio 40 da PUCRS. Ocorreram também apresentações do Grupo Tholl e exibição do documentário Meu Legado Salva, com depoimentos de transplantados e de famílias que autorizaram a doação de órgãos.

O HSL é o hospital privado de Porto Alegre com o maior número de notificações e doações de órgãos. Até o mês de julho, registrou um aumento de 60% nas notificações de mortes encefálicas e 30% nas doações de órgãos, quando comparadas ao mesmo período de 2018. A campanha tem também um site próprio,  e conta com relatos e esclarecimentos a respeito da doação. “A morte é previsível, mas nunca é esperada. Por isso, é importante conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador de órgãos, pois são eles os responsáveis em autorizar a doação quando acontecer o falecimento. Certamente, a decisão em consentir tende a ser mais confortável quando as famílias conhecem o desejo de ser doador para ajudar outras pessoas”, esclarece o enfermeiro Dagoberto Rocha, da Organização de Procura de Órgãos do HSL (OPO 2), responsável em identificar os potenciais doadores.

O diretor médico do Hospital, Saulo Bornhorst, teve a experiência de receber uma nova córnea há 12 anos. O médico lembra da importância desse episódio na sua trajetória e relata que o transplante devolveu plenamente sua visão, possibilitando o exercício da medicina, a paternidade e todas as relações sociais de forma plena e saudável. “Na época, esperei a córnea por 2 anos. Foi um momento difícil, pois trabalhava na emergência e tinha dificuldade de me adaptar com as lentes de contato que utilizava. Tive o privilégio de receber o transplante. Sei que é muito difícil para o familiar que perde alguém que ama. No entanto, essa decisão pode salvar vidas”, reforça.

Doação de órgãos no RS

Atualmente no RS 40% das famílias não autorizam a doação de órgãos após o falecimento do seu familiar. As principais razões relatadas são desconhecimento do desejo do falecido, descontentamento com o atendimento hospitalar e a não compreensão da morte encefálica.  A Organização de Procura de Órgãos do HSL (OPO 2), tem uma equipe dedicada a capacitar equipes médicas e assistenciais para falar sobre o tema e acolher os familiares nesse momento que é decisivo para salvar vidas.  A entidade também tem auxiliado a Central de Transplantes do RS na realização dos cursos de capacitação de morte encefálica aos médicos do corpo clínico, o que além de ser requisito para a realização do diagnóstico de morte encefálica promove a atualização e a discussão de todo o processo da doação de órgãos. Desde 2011, o trabalho da OPO 2 já concretizou 550 doações.

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