Passeios programados preparam moradores do Hospital São Pedro para mudança

O Hospital Psiquiátrico São Pedro, um gigante centenário, com quase 44 mil metros quadrados de área edificada em 14 hectares, já abrigou milhares de pessoas portadoras de sofrimento mental. Muitas delas, abandonadas por familiares e amigos, passaram de pacientes em tratamento a moradores. “Na década de 70, chegaram a ser seis mil pacientes institucionalizados”, conta Ubirajara Brites, diretor dos Serviços Residenciais Terapêuticos, funcionário da instituição há 44 anos.

Em 1987, uma decisão foi tomada: o HPSP não seria mais um depósito de pessoas e a desinstitucionalização passou a ser tratada como prioridade. “Que não haja mais pessoas morando lá. Hospital não é um asilo”, diz Brites. Hoje o São Pedro possui 76 moradores e há, ainda, 80 que ocupam residenciais terapêuticos da própria instituição.  Atualmente, há um esforço concentrado para inserir mais moradores nestes residenciais. “Estamos em um mutirão para, entre setembro e outubro, encaminhar oito moradores muito antigos para os residenciais”, informa. Como são pessoas que nunca saíram daquele espaço, uma equipe multiprofissional trabalha para que a mudança não traga sofrimento. Passeios são programados até os locais de futura moradia e mesmo para outros ambientes, como o piquete do hospital no Acampamento Farroupilha. “Eles devem ser preparados para esta mudança”, explica Brites.

Foto – Divulgação/Governo do Estado

Instituição fica no bairro Partenon.

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