Quase 90% do descarte nos contêineres da seletiva é irregular

Passado um mês do projeto-piloto para contêineres da coleta seletiva em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), identificou que 88,45% dos materiais descartados nos equipamentos não possuem possibilidade de reciclagem e comercialização, sendo compostos basicamente por resíduos orgânicos e rejeito. Desde o dia 29 de novembro, a coleta está sendo enviada para a Estação de Transbordo Lomba do Pinheiro (ETLP), para encaminhamento ao aterro sanitário.

Conforme o relatório de avaliação de triagem da Coleta Seletiva Conteinerizada, ao longo de todo período do mês de novembro de 2018, foram feitas 11 descargas de resíduos, sendo duas rejeitadas pelas unidades responsáveis pela triagem dos materiais para a comercialização, totalizando 70,8 toneladas coletadas. Inicialmente, entre os dias 1º e 10 de novembro, a coleta da Seletiva no Contêiner era destinada à Unidade de Triagem (UT) Anjos da Ecologia, no bairro Marcílio Dias. Foram duas viagens, sendo uma no dia 6 e outra no dia 8, com peso médio de cada carga de 6,4 toneladas. A partir do dia 10, a UT não aceitou mais a remessa e os resíduos passaram a ser recebidos pela Unidade de Triagem e Compostagem (UTC) da Lomba do Pinheiro. No dia 29, a unidade também recusou a carga e a mesma começou a ser enviada para a ETLP, devido à baixa qualidade do material reciclável. A conclusão dos técnicos do departamento é de que o percentual de rejeito de 88,45% encontrado numa amostra de 811 quilos é elevado se comparado ao percentual médio da coleta seletiva porta a porta, que é de 34% (dados de 2017).

O secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, reafirma o compromisso de investir no projeto. “Vamos cumprir o prazo estipulado durante os 12 meses de teste. Para que o projeto dê certo, e contribua para melhorar a renda dos triadores, precisamos que a população colabore. Por isso, é necessário aderir ao novo serviço de forma correta, não colocando nos contêineres da Seletiva materiais que contaminam os recicláveis. Nós não vamos desistir”, afirma. A equipe de Educação Ambiental do DMLU fez visitas de sensibilização no Centro Histórico, esclarecendo aos usuários do novo sistema sobre a importância de sua participação para que possamos destinar corretamente os resíduos recicláveis. Foram atendidos os moradores, comerciantes e empresários de todo o perímetro do Centro Histórico. O local recebeu contêineres verdes da Coleta Seletiva.

Seletiva no Contêiner – O projeto piloto é realizado pelo DMLU, por meio da empresa terceirizada RN Freitas, e tem prazo de duração de um ano. A mesma empresa já presta serviço ao departamento com a coleta automatizada. O objetivo do projeto Seletiva no Contêiner é recolher e levar os resíduos para a reciclagem nas 17 Unidades de Triagem (Uts) e gerar renda aos cerca de 600 trabalhadores. Também busca manter mais limpa a área ao redor dos coletores, assim como vias e calçadas, evitando que resíduos recicláveis fiquem dispostos nas ruas à espera da coleta. O perímetro onde foram colocados os equipamentos da Seletiva no Contêiner fica localizado entre as ruas Caldas Júnior, Riachuelo, Dr. Flores e avenida Mauá, no Centro Histórico. O DMLU integra as secretarias municipais de Serviços Urbanos (SMSUrb) e do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams).

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